do libreto de "Amazônia - Teatro Música em três partes, escrito por Roland Quitt, após viagem a Watoriki (RO)
poesia: as PALAVRAS-COISAS quando se está apaixonado pelas PALAVRAS-COISAS
segunda-feira, 19 de julho de 2010
apaixonados por Xawara
Mal parece um milagre, e alguns começaram a pintar. Na impressão pessoal, que até então se baseava em formas passageiras do performativo, surge assim o fixo... Xawara é o monstro do infecto branco. Nesta representação Xawara é azul, mas tem um rosto branco, em cujo contorno parece formar-se uma barba. Escamas vermelhas formam o pano de fundo de Xawara, facilmente se reconhece nelas um fogo. Com o metal – com facões e outros produtos industriais – vieram para Watoriki as epidemias. Xawara é a epidemia, a morte coletiva, o suplemento fumegante e canibal do metal negociado pelos brancos. Os brancos, diz-se em Watoriki, seriam apaixonados por Xawara, são apaixonados por seus produtos de consumo, que no final só trazem morte, falta de vida. Xawara mora nesses produtos de consumo. Estes roubam dos brancos a razão, muito na forma como um Yanomami conhece do amor por mulheres.
domingo, 11 de julho de 2010
sábado, 10 de julho de 2010
sábado, 24 de abril de 2010
sábado, 16 de janeiro de 2010
SE QUISÉ PODE JOGÁ
Capoeira lá no pelourinho
eu também já joguei lá
Domingo e Feriado
Todos mestre tava lá
Eu fui logo perguntando
pelo mestre do lugar
a sinhá arrespondeu
SE QUISÉ PODE JOGÁ
IÔ IÔ IÔ IÔ IÔ IÔ IÁ IÁ
SE QUISÉ PODE JOGÁ
SE QUISÉ PODE JOGÁ
por Mestre Boca Rica, no CD "A Poesia de Boca Rica"
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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
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