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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

"Ser, sistema, potências e tensões"

“Os potenciais existentes no plano de realidade pré-individual propiciam o início do processo de individuação na medida em que este venha a corresponder a uma resolução para incompatibilidades presentes no sistema, devido a forças em tensão ou ao ruído gerado pelo contato de elementos incomensuráveis. Poderíamos portanto dizer que é a tensão entre as potências que dá origem a um processo de individuação, e o indivíduo que daí nasce segue-as carregando, e assim dispondo virtualmente de informação ou energia para continuar se individuando.

Ser, sistema, potências e tensões: este é portanto o léxico empregado por Simondon para pensar o princípio de individuação como processo, um fluxo no qual os indivíduos nada mais são do que manifestações temporárias, fases... Poderíamos dizer que o ser consiste em um sistema cujos elementos são potências e cujas relações são tensões, estas últimas podendo variar em intensidade, indo de zero até um ponto em que uma resolução se torna imprescindível. Aí mora o princípio de individuação: o indivíduo é uma resposta, assim uma solução, em todo caso precária”.


Trecho extraído do artigo "Gilbert Simondon na Amazônia", escrito por Geraldo Andrello, no qual o autor toma o conceito de individuação para o filósofo francês Simondon. O artigo foi publicado em 2006 na edição de número 07, da revista Nada,
que trata de
tecnocultura, pensamento, arte e ciência.


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Um comentário:

  1. Sempre serei minha dúvida, a tensão entre as minhas potências, e entre as potências geradas por minhas decisões e resoluções precárias.

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