poesia: as PALAVRAS-COISAS quando se está apaixonado pelas PALAVRAS-COISAS

sábado, 26 de dezembro de 2009

PADRÕES PATRÕES

...e não é que já tem um monte de gente falando em "PADRÕES PATRÕES"...


“uma genealogia da troca de propriedades entre humanos e não-humanos.” Uma genealogia, portanto, das coisas, esses seres híbridos que fundamentam o nosso coletivo e que por seu estatuto de causa redistribuem em última instância natureza e sociedade; genealogia que não procede por metamorfoses, mutações ou dialética,mas antes por substituições e desvios".


Trecho extraído do texto "O conceito de rede na filosofia mestiça", de Márcia Oliveira Moraes,

Pra pensar... sugestão do camarada Gustavo Torrezan

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

ENCONTROS E PERSPECTIVAS EM TECNOLOGIAS DE ÁUDIO E VÍDEO - OKARA

OKARA – ENCONTRO COM A CULTURA DOS POVOS INDÍGENAS



ENCONTROS E PERSPECTIVAS EM TECNOLOGIAS DE ÁUDIO E VÍDEO
Atividades que visam abordar as diferenças e os encontros entre as perspectivas do uso das tecnologias indígenas e não-indígenas de formação de redes e do audiovisual



Roda de Debate: Perspectivas indígenas e não-indígenas sobre as tecnologias audiovisuais
Com falas de pesquisadores e realizadores indígenas e não-indígenas que se debruçam sobre o tema das diferentes perspectivas sobre o uso do audiovisual e das possibilidades de encontro e convivência entre as tecnologias. Debate aberto ao público indígena e não- indígena, com participação do professor Laymert Garcia dos Santos, os cineastas Vincent Carelli, Caimi Waiassé Xavante, Zezinho Yube e outros pesquisadores que trabalham com o tema. Dia 22/11, domingo, às 11h30. Casa de Rituais.

Caimi Waiassé, xavante da aldeia de Pimentel Barbosa (município de Água Boa, Mato Grosso), integrou a equipe do Programa de Índio, na TV Universidade em Mato Grosso e da realização de Wapté Mnhõnõ, A iniciação do Jovem Xavante, e já participou de vários festivais no Brasil e exterior, incluindo a seleção do filme Darini, Iniciação Espiritual Xavante, para a 29ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, em 2005. Hoje, Caimi é também professor da sua aldeia.

Laymert Garcia dos Santos, professor do Instituto de Filosofia e Ciencias Humanas da Unicamp e coordenador do Núcleo de Pesquisa CTEME (Conhecimento Tecnologia e Mercado), que se dedica, entre outros temas, ao estudo sobre os impactos das tecnologias sobre a culturas tradicionais e das perspectivas tradicionais sobre a sociedade contemporânea.

Vincent Carelli, indigenista, cineasta e produtor de cinema, coordenador da ONG Video nas Aldeias em Olinda atuando como formador de realizadores indígenas e produtor de seus filmes. Recebeu diversos prêmios por seu trabalho como produtor e cineasta. Dentre eles: Kikito de Melhor Filme na categoria Documentário, no 37o Festival de Gramado de 2009, com o filme “Corumbiara”; Prêmio UNESCO na 6ª Mostra Internacional do Filme Etnográfico pelo projeto Vídeo nas Aldeias, em 1999; Prêmio por "A Arca dos Zo’é” no 16º Tokyo Video Festival e no Cinéma du Réel em Paris. Tem filmes e séries de televisão sendo exibidos por canais públicos nacionais e internacionais.

Zezinho Yube, índio Hunikui da Terra Indígena Praia do Carapanã, aldeia Mibayã, no rio Tarauacá. Agente agroflorestal formado pela Comissão Pro-Índio do Acre, já participou de seis oficinas do Vídeo nas Aldeias, e realizou 4 filmes, entre eles um curta metragem para o projeto Revelando os Brasis “Manã Bai, A história do meu pai”. Agora Zezinho está realizando 3 novos filmes, um deles sobre os KENE, os grafismos do povo Hunikui.



Mostra Cineastas Indígenas
Curtas e médias-metragens produzidos por cineastas indígenas no contexto do projeto Vídeo nas Aldeias. Filmes das etnias Xavante, Kunikui, Kuikuro, Panará e Ashaninka. Confira a grade de exibição. Dias 18/11, quarta, às 11h e às 13h30. Dia 19/11, quinta, às 11h30. Dias 20 e 21/11, sexta e sábado, às 13h. Dia 22/11, domingo, às 14h. Teatro SESC Interlagos.

XAVANTE
Dia 18/11, quarta, das 11h às 13h.

Wapté Mnhõnõ, Iniciação do Jovem Xavante
1999 / 56min. / Xavante
Documentário sobre a iniciação dos jovens Xavante, realizado durante as oficinas de capacitação do projeto Vídeo nas Aldeias*. A convite de Divino, da aldeia Xavante Sangradouro, 4 Xavantes e um Suyá realizam, pela primeira vez, um trabalho coletivo. Durante o registro do ritual, diversos membros da aldeia elucidam o significado dos segmentos deste complexo cerimonial.

Wai’á Rini, O poder do sonho
2001 / 48min. / Xavante
A festa do Wai’á, dentro do longo ciclo de cerimônias de iniciação do povo Xavante, é aquela que introduz o jovem na vida espiritual, no contato com as forças sobrenaturais. O diretor Divino Tserewahú vai dialogando com o seu pai, um dos dirigentes deste ritual, para revelar o que pode ser revelado desta festa secreta dos homens, onde os iniciandos passam por muitas provações e perigos.


XAVANTE
Dia 18/11, quarta, das 13h30 às 15h.


TSÕ’REHIPÃRI, Sangradouro
2009 / 28min. / Xavante
Em 1957, depois de séculos de resistência e de fuga, um grupo Xavante se refugiou na missão Salesiana de Sangradouro, Mato Grosso. Hoje rodeados de soja, com a terra e os recursos depauperados, eles mostram neste filme suas preocupações atuais em meio a todas as mudanças que vêm vivenciando.



PI’ÕNHITSI, Mulheres Xavante sem Nome
2009 / 56min. / Xavante
Desde 2002, Divino Tserewahú tenta produzir um filme sobre o ritual de iniciação feminino, que já não se pratica em nenhuma outra aldeia Xavante, mas desde o começo das filmagens todas as tentativas foram interrompidas. No filme, jovens e velhos debatem sobre as dificuldades e resistências para a realização desta festa.




KUIKURO
Dia 19, quinta, das 11h30 às 13h10.

Nguné Elü, O dia em que a lua menstruou
2004 / 28min. / Kuikuro
Durante uma oficina de vídeo na aldeia kuikuro, no Alto Xingu, ocorre um eclipse. De repente, tudo muda. Os animais se transformam. O sangue pinga do céu como chuva. O som das flautas sagradas atravessa a escuridão. Não há mais tempo a perder. É preciso cantar e dançar. É preciso acordar o mundo novamente. Os realizadores kuikuro contam o que aconteceu nesse dia, o dia em que a lua menstruou.


Imbé Gikegü, Cheiro de pequi
2006 / 36min. / Kuikuro
É tempo de festa e alegria no Alto Xingu. A estação seca está chegando ao fim. O cheiro de chão molhado mistura-se ao doce perfume de pequi. Mas nem sempre foi assim: se não fosse por uma morte, o pequi talvez jamais existisse.Ligando o passado ao presente, os realizadores kuikuro contam uma estória de perigos e prazeres, de sexo e traição, onde homens e mulheres, beija-flores e jacarés constroem um mundo comum.


KUHI IKUGÜ, Os Kuikuro se apresentam
2007 / 7min. / Kuikuro
Os Kuikuro apresentam sua história, desde seus antepassados, passando pelos conflitos com os brancos, até as mudanças de suas vidas no mundo contemporâneo.

Kahehijü Ügühütu, O manejo da câmera
2007 / 17min. / Kuikuro
O cacique Afukaká, dos índios Kuikuro no Alto Xingu, conta a sua preocupação com as mudanças culturais da sua aldeia e seu plano de registro das tradições do seu povo, e os jovens cineastas indígenas narram a sua experiência neste trabalho.





HUNIKUI
Dia 20, sexta, das 13h às 15h10


Xinã Bena, Novos tempos
2006 / 52min. / Hunikui (Kaxinawá)
Dia-a-dia da aldeia Hunikui de São Joaquim, no rio Jordão no estado do Acre. Augustinho, pajé e patriarca da aldeia, sua mulher e seu sogro, relembram o cativeiro nos seringais e festejam os novos tempos. Agora, com uma terra demarcada, eles podem voltar a ensinar as suas tradições para seus filhos e netos.


Huni Meka, Os Cantos do Cipó
2006 / 25min. / Hunikui (Kaxinawá)
Uma conversa sobre cipó (aiauasca), “miração” e cantos. A partir de uma pesquisa do professor Isaias Sales Ibã sobre os cantos do povo Hunikui, os índios resolvem reunir os mais velhos para gravar um CD e publicar um livro.

Já me transformei em imagem
2008 / 32min. / Hunikui (Kaxinawá)
Comentários sobre a história de um povo, feito pelos realizadores dos filmes e por seus personagens. Do tempo do contato, passando pelo cativeiro nos seringais, até o trabalho atual com o vídeo, os depoimentos dão sentido ao processo de dispersão, perda e reencontro vividos pelos Huni kui.


Filmando Manã Bai
2008 / 18min. / Hunikui (Kaxinawá)
Em 2007, o cineasta Zezinho Yube decide filmar a história de seu pai, o professor e pesquisador Huni kui Joaquim Maná. O projeto resultou no vídeo Manã Bai, A história de meu pai, selecionado pelo programa Revelando Brasis Ano II. Filmando Manã Bai é uma reflexão de Zezinho sobre o filme, o processo de realização, suas dificuldades e escolhas como cineasta e a delicada relação com seu personagem.





ASHANINKA
Dia 21/11, sábado, às 13h.


A gente luta mas come fruta
2006 / 40min. / Ashaninka
O manejo agroflorestal realizado pelos Ashaninka da aldeia APIWTXA no rio Amônia, Acre. No filme eles registram, por um lado, seu trabalho para recuperar os recursos da sua reserva e repovoar seus rios e suas matas com espécies nativas, e por outro, sua luta contra os madeireiros que invadem sua área na fronteira com o Peru.
Caminho para a Vida, Aprendizes do Futuro, Floresta Viva
2004/26min./Ashaninka
Os três filmes relatam o manejo agroflorestal realizado pelos Ashaninka na sua comunidade no rio Amônia, Acre. “Caminho para a vida” mostra a experiência de manejo de tracajás, espécie que se tornou escassa devido ao grande consumo dê seus ovos e sua carne. “Aprendizes do Futuro” mostra o trabalho de recuperação de solo degradado realizado com a participação das crianças da aldeia. “Floresta Viva” relata a experiência de consórcio de espécies realizada com a participação de toda a comunidade para proporcionar melhor alimentação a todos.
No tempo das chuvas
2000 / 38min. / Ashaninka
Crônica do cotidiano da comunidade Ashaninka na estação das chuvas a partir dos registros realizados durante a oficina na aldeia do rio Amônia no Estado do Acre. A cumplicidade entre os realizadores e os Ashaninka faz o filme ir além da mera descrição das atividades, refletindo o ritmo da aldeia e o humor de seus habitantes.

Shomõtsi
2001 / 42min. / Ashaninka

Crônica do cotidiano de Shomõtsi, um Ashenika da fronteira do Brasil com o Perú. Professor e um dos videastas da aldeia, Valdete retrata o seu tio, turrão e divertido.

PANARÁ
Dia 22/11, domingo, das 14h às 16h. Teatro SESC Interlagos.


Kiarãsâ Yõ Sâty, O amendoim da cutia
2005 / 51min. / Panará
O cotidiano da aldeia Panará na colheita do amendoim, apresentado por um jovem professor, uma mulher pajé e o chefe da aldeia.


Prîara Jõ, Depois do ovo, a guerra
2008 / 15min. / Panará
As crianças Panará apresentam seu universo em dia de brincadeira na aldeia. O tempo da guerra acabou, mas ainda continua vivo no imaginário das crianças.

De volta à terra boa
2008 / 21min. / Panará
Homens e mulheres Panará narram a trajetória de desterro e reencontro de seu povo com seu território original, desde o primeiro contato com o homem branco, em 1973, passando pelo exílio no Parque do Xingu, até a luta e reconquista da posse de suas terras.

Para os nossos netos
2008 / 10min. / Panará
Personagens e realizadores Panará traçam comentários sobre o processo de criação dos filmes O Amendoim da Cutia e Depois do Ovo, a Guerra e o uso do vídeo em sua comunidade.



Laboratório Audiovisual
Dispositivo de Visão: experiência de encontro entre máquinas e olhares

Instalação de um laboratório de edição de vídeo para a composição de uma equipe de captação de registros audiovisuais composta por técnicos indígenas não- indígenas e produção de pequenos vídeos e registros audiovisuais que serão disponibilizados em um videoblog. Com grupo do CTEME, da Unicamp. Coordenação de Chico Caminati.
De 18 a 22/11, quarta a domingo. Quiosque do Viveiro, Aldeia e Casa de Rituais, das 10h às 21h. Gratis.


Curtas Vídeo nas Aldeias na Internet
Exibição de curtas disponíveis na Internet produzidos por cineastas indígenas de diversas etnias no contexto do projeto Vídeo nas Aldeias.
De 18 a 22/11, quarta a domingo, das 10h30 às 17h, exceto no horário de cursos e oficinas. Internet Livre


Oficina de videoblog
Aprenda a criar blogs e publicar vídeos e fotos na Internet, a partir de registros captados no encontro Okara.
Dias 18, 21 e 22/11, quarta, sábado e domingo, das 14h às 16h. Inscrições na Internet Livre.





SESC Interlagos
quarta a domingo e feriado, das 9h às 17h.
Av. Manuel Alves Soares, 1100 - Parque Colonial - São Paulo - SP
Tel.: 11 5662 9500

Preços de entrada:
Comerciário matriculado e idosos a partir de 60 anos: Grátis
Usuário/MIS matriculados: R$ 1,50 (quarta a sábado) e R$ 3,50 (domingo e feriado)

Visitantes:
Adulto: R$ 3,00 (quarta a sábado) e R$ 7,00 (domingo e feriado)
Estudante/Menor de 18 anos/ Professores da Rede Pública: R$ 1,50 (quarta a sábado) e R$ 3,00 (domingo e feriado)
Crianças até 03 anos: Grátis

Estacionamento: R$ 7,00 (quarta a domingo e feriado)


Informações: www.sescsp.org.br

domingo, 18 de outubro de 2009

"Das rad"




E por falar em tempo(s)...

"Relógio que atrasa...



"Relógio que atrasa... não adianta..." ...já dizia meu Mestre Jogo de Dentro...
Saudades da mandingagem...

domingo, 11 de outubro de 2009

Aboio e Enxurrada



Aboio, de Marília Rocha (2003)


+



O burrinho pedrês, João Guimarães Rosa (em Sagarana)


...

domingo, 4 de outubro de 2009

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

"Ser, sistema, potências e tensões"

“Os potenciais existentes no plano de realidade pré-individual propiciam o início do processo de individuação na medida em que este venha a corresponder a uma resolução para incompatibilidades presentes no sistema, devido a forças em tensão ou ao ruído gerado pelo contato de elementos incomensuráveis. Poderíamos portanto dizer que é a tensão entre as potências que dá origem a um processo de individuação, e o indivíduo que daí nasce segue-as carregando, e assim dispondo virtualmente de informação ou energia para continuar se individuando.

Ser, sistema, potências e tensões: este é portanto o léxico empregado por Simondon para pensar o princípio de individuação como processo, um fluxo no qual os indivíduos nada mais são do que manifestações temporárias, fases... Poderíamos dizer que o ser consiste em um sistema cujos elementos são potências e cujas relações são tensões, estas últimas podendo variar em intensidade, indo de zero até um ponto em que uma resolução se torna imprescindível. Aí mora o princípio de individuação: o indivíduo é uma resposta, assim uma solução, em todo caso precária”.


Trecho extraído do artigo "Gilbert Simondon na Amazônia", escrito por Geraldo Andrello, no qual o autor toma o conceito de individuação para o filósofo francês Simondon. O artigo foi publicado em 2006 na edição de número 07, da revista Nada,
que trata de
tecnocultura, pensamento, arte e ciência.


...

"O Jogo é Hoje"

A história começou com a participação do Ice Blue e de “um tal M.B.” (conforme o próprio site da campanha/evento) na produção de uma mixtape que integra uma campanha/evento da Nike Futebol, chamada Batalha das Quadras, relacionada diretamente ao “futebol de rua”. O “Batalha nas Quadras” rolou em SP e no Rio no final de 2008. Inicialmente, a faixa, de composição do “tal M.B.” e do Dom Pixote, foi gravada pelo próprio Blue (junto ao Dom Pixote). Entenda mais aqui.


A notícia/boato mais fresca é que a Nike queria comprar os direitos da música para usa-la também em mega campanha publicitária relacionada à CBF e aos jogadores da seleção brasileira na Copa de 2010. “O Jogo é Hoje” deve fazer parte do novo trabalho do grupo, que ainda não foi lançado oficialmente, mas já tem algumas supostas prévias disponíveis para download na Internet, como esta.


(Dom Pixote)

Começa o jogo da vida / E nóis vamos com jáh / Com a alma eu vo lutar / Eu vim pra ganha / O brasileiro sai do gueto / Atrás dos sonhos vai / Com a família em pensamento / Seu pai morreu dizendo: - é o melhor do mundo. / Iniciô uniforme sujo / Na varsea com os adulto / Feis cresce o vulgo / O sonho de moleque / Concretiza agora / A sina veste o manto decola./No Brasil apavora explode / É a alegria da massa / Mostrando so magia / Com a proposta do barsa. / Qué joga na europa / Brilha na copa / O povo é quem convoca / hoje ta ai / Defendendo o seu país / Como quis seu pai / Convocado pra fita / O jogo é hoje vai / I eu vo / Vo corre pelo time / Um lançamento decídi / É só olha, calcula, não se inibi / Vontade de quem tava no crime / vo chega / A luz que ascendeu veio pra brilha / Família do norte / A mãe empregada /O coroa braço forte / Tento a sorte só / Marcas na pele / Crio seus filhos só / Foi batalhando conquisto com a fé de jó / Herdei sua vontade / E suas qualidades / Não olhei pro dinheiro / Entre as necessidades /Esperei esse combate / É a hora da verdade / Eu sei que um vai sofre / E outro te felicidade /O placar de 0 x 0 / Mostra a rivalidade / Tradição em campo / Cresce a dificuldade / Vem um calafrio / O jogo a mil / na trave / O que vai acontecer / Pra vence / eu tenho a chave /O jogo é hoje é / Este dia esperei / Na raça que vem a taça / Eu treinei me preparei / Cento e oitenta milhões / Apenas onze por vocês / O Morumbi ta lotado / Ouvi o hino me inspirei.

(Refrão)

O jogo é hoje, o jogo é hoje

(Ice Blue ou Mano Brown)

Que vença o melhor enfim / Mais Oh irmaozin / Pior se desacredita do neguin / Não posso perde / Perde como assim / O que seá de nóis , num pode / O que será de mim / Um vilolão triste / A perseguir-me / Permitis – te senhor eis me aqui / O jogo é hoje / Em jejum desde ontem as 10 /Até la pra não me causa um revés / E dizem valha-me nossa senhora / Ouvi que quem cede a vez não quer vitória / O Jogo é hoje / Que horas são nem vi / Coincidência ou não / Eu num consegui durmi / Vislimbrei céu azul entre as telhas pai / Apenas sou mais uma ovelha / Os lobos uivam por sangue é um teste eu sei / Meu mestre até aqui me trouxeste rei / Já não sei bem dizer se errei / Nem quantos lobos eu matei / O Jogo é hoje / Vi terror desespero no ar / Devaneios no olhar do companheiro / Honra de um homem em shek / Todos os olhares em nóis muleque / No dia da nossas vidas eles verão que eu existo / E por não ter sido visto eu preciso vence / Minha torcida é sofrida / Linda de se vê / E por ela eu sou capaz de morrer / Ao perdedor desamor o beijo da lona / Praça pública explana verdades á tona / Oposto da Fama / Sem dó desprezo das damas / O Jogo é hoje / Meu Amor eu vou indo / Meu uniforme ta pronto / É mais que um confronto / É uma pá / É mais que 3 pontos / O JOGO É HOJE
(sic - letra extraída do site do "Batalha nas Quadras/Nike Futebol)

Em apresentações recentes ao vivo dos Racionais e em outras gravações disponíveis na Internet, é Mano Brown quem faz a última estrofe.





Há quem fale que o negócio já foi fechado. Ouvi, por outro lado, que o grupo cogitou a possibilidade de vender os direitos para a campanha maior, mas na hora H não assinou o contrato. O jogo é hoje: a polêmica está aí, já gerou um debate que pode ser acompanhado também na Internet sobre as atitudes de resistência dos Racionais até hoje às “tentações do capitalismo”, de um certo capitalismo...


É... Mano Brown... O jogo é sempre! O jogo é hoje!


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sábado, 5 de setembro de 2009

Merci!



Merci! - Christine Rabette, 2003


indicação antiga do meu amigo e mestre Sérgio Seabra...

Trilogia do deserto

...do diretor tunisiano Nacer Khemir...






Andarilhos no deserto (1986)
dá pra ver o filme todo por aqui, caso não achem em vídeo ou não tenham a oportunidade de ir ao cinema (principalmente)...



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O colar perdido da pomba (1991)



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Bab'Aziz - O príncipe que contemplava sua alma (2005)
dá pra ver o filme todo por aqui, caso não achem em vídeo ou não tenham a oportunidade de ir ao cinema (principalmente)...




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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Queimada!

Evaristo Márquez e Marlon Brando em Queimada! (Burn!)

Gillo Pontecorvo (1969)


Porque estamos sempre nos esquecendo de quem somos

...

sábado, 29 de agosto de 2009

nós ou eu ou tu ou eles

As máquinas são homens
criando novos pronomes
Os homens são máquinas
intervenções performáticas
Ele e os amigos dele
têm inúmeros interesses
em comum
mais um

ambiente de interação
informático
resultados sociais
da parafernália
a ponto de se imaginar
NOVOS PRONOMES PESSOAIS
além dos convencionais
eu, nós, eles...

... (2006)

...desconhecido, materializado, escravizado, mas ainda humano...

"A oposição entre cultura e técnica, entre o homem e a máquina, é falsa e sem fundamento; ela esconde apenas ignorância ou ressentimento. Ela mascara atrás de um humanismo fácil uma realidade rica em esforços humanos e em forças naturais e que constitui o mundo dos objetos técnicos, mediadores entre a natureza e o homem.

A cultura trata o objeto técnico como o homem trata o estrangeiro quando se deixa levar pela xenofobia primitiva. O misoneísmo orientado contra as máquinas é menos um ódio pela novidade do que uma recusa da realidade estrangeira. Ora, esse ser estrangeiro é ainda humano, e a cultura completa é aquilo que permite descobrir o estrangeiro como humano. Da mesma forma, a máquina é a estrangeira; é a estrangeira na qual está aprisionado algo de humano, desconhecido, materializado, escravizado, mas ainda humano. A mais forte causa da alienação no mundo contemporâneo reside nesse desconhecimento da máquina, que não é uma alienação causada pela máquina, mas pelo não conhecimento de sua natureza e de sua essência, pela sua ausência do mundo das significações e por sua omissão no quadro de valores e conceitos que participam da cultura"

Introdução do livro Du Mode d'existence des Objets Techniques, do filósofo da tecnologia francês Gilbert Simondon,
traduzido ao português por Pedro Peixoto Ferreira


quinta-feira, 27 de agosto de 2009

sábado, 22 de agosto de 2009

uma cortina

"A confraria pitagórica era constituída por duas grandes classes: os "acousmáticos" ("ouvintes" - "pitagoristas"), dirigidos por Hipásio de Metaponto, e os "matemáticos", ou "pitagóricos", que trabalhavam no conhecimento verdadeiro (máthema - estudo, ciência, conhecimento) sob a direção do mestre. Acousmático referia-se ao primeiro nível dos discípulos ligados ao ensino oral (acousmates - sinais de reconhecimento). Durante cinco anos, o postulante deveria escutar as lições em silêncio, sem nunca tomar a palavra, nem ver o mestre, que falava dissimulado por uma cortina. Só depois desses anos, envolto por uma série de provas físicas e morais, é que poderia pertencer à fraternidade considerado um pitagórico, e passar para o outro lado da cortina. Os matemáticos lidavam com os símbolos (coisas extensas), estágio adiantado no ensino secreto da natureza..."

"... Boa parte dos acousmates apresentavam duplo sentido: um referente à vida cotidiana e outro a um significado alto, apreendido somente pelos iniciados. Essa dimensão enigmática envolve todo o ensinamento oral dos pitagóricos, inseparável da prática do segredo no limiar entre o visível e o invisível, o audível e o inaudível"...

(retirados do livro "A condição da escuta", saboroso trabalho do camarada Giuliano Obici)

Pessoa: Máscara: Personne : Ninguém

"... Ah! Poder ser tu, sendo Eu!

Ter a tua alegre inconsciência
E a consciência disso! Ó céu!
Ó campo! Ó canção! A ciência

Pesa tanto e a vida é tão breve!
Entrai por mim dentro! Tornai
Minha alma a vossa sombra leve!

Depois, levando-me, passai!"


ele mesmo, Fernando Pessoa...

Magnificent Fecundation


Yang Shaobin - Magnificent Fecundation - Óleo sobre tela

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

sábado, 1 de agosto de 2009

sexta-feira, 10 de julho de 2009




SERÁ POSSÍVEL???

sábado, 4 de julho de 2009

rampas anti-mendigos

armadilha para maltrapilhos
rampas anti-mendigos
para que rolem
lá pra baixo, lá pra longe
capitão-feio
e seus capangas de sujeira
que não entupam os ralos dedetizados
e já que não seguem a limpeza à risca
que morem no esgoto
que saiam de vista...
vizinhança no contexto
discute que de fato
lugar de cocô de cachorro
é no saquinho plástico

...

iNvISívEL

anda invisível
o nada
um suicida diferente
sussurro incoveniente
mais um grão no areal
uma cena na coxia
um ator sem fantasia
pedra a esmo no quintal

anda invisível
o nada
chá e bolacha água e sal
lanchinho pra não passar mal
zero a esquerda pra contar
uma agulha no palheiro
se procura o dia inteiro
pingo d'água cai no mar
...e nada
contra a correnteza dos rios
...e nada
fica cego a ver navios
...e nada
até morrer na praia
sem nada

...

última semana de 2006

Fique sabendo que agora
ela mora
em um conjunto enfeitado por luzes de Natal

Bebendo pileque
descalço
penso no encontro
na segunda parcela do décimo terceiro salário

Eu uso sapatos brancos
ela tenta uma promoção pra trabalhar como empresária

Sapatos brancos
mas nada de lama
só passo de dança
de samba mulato
de pique arretado
vidrado

(encontrado no fundo da gaveta e datado da "última semana de 2006")
...

S1Ws - "Too black, too strong"

Security of the first world... é o nome dos "seguranças-dançarinos" que não falam, enquanto Chuck D, Flavor Flav e Professor Griff rimam as palavras da permanente revolução...



Nos shows do Public Enemy, eles são os primeiros a entrarem e os últimos a saírem...
O conservadorismo branco se sente ameaçado: "Too black, too strong!"

"Goldland"

Ela era linda.
Na primeira ela era a menina que entregava as medalhas das olimpíadas da escola.
Na segunda ela tinha dois filhos e morava na mansão de subúrbio do marido morto...

...

a fita...

"Em uma tarde calorosa em São Paulo,
programamos um ATAQUE a uma emissora de rádio:
Na intenção de conquistar um espaço crítico,
analisamos o local escolhido.
HC (Homens Crânios)
com o dedo no gatilho...

Avenida Paulista
é deslumbrante a vista
Riquezas, alguns barato impressionante
Mas levo o meu plano adiante
Apetite é o que não falta
para concluir a fita

De 'tocamisa' dominamos o espaço
com um vinil embaixo do braço
o Brasil na batida pesada
BUMBO E CAIXA!"



Trecho de "Periferia invadindo o sistema", música lado B de" São Mateus pra Vida" (1999) - Não é fácil domar o pobre...

segunda-feira, 29 de junho de 2009

La Jetée - 1962







La Jetée - 1962 - Chris Marker - 28 min.

Western Sunrise



Doug Carn > Adams Apple >Western Sunrise

domingo, 28 de junho de 2009

Viveiros de Castro

Pensamento Ocidental: nossa cosmologia postula uma continuidade física e uma descontinuidade metafísica entre humanos e animais.

Uma Natureza/Várias culturas

"O status do humano no pensamento Ocidental é essencialmente ambíguo: por um lado, o ser humano é uma espécie animal entre outras, e a animalidade é um domínio que inclui os humanos; por outro lado, a humanidade é uma condição moral que exclui os animais. Esses dois status coexistem numa noção problemática e disjuntiva da 'natureza humana'.

Descontinuidade metafísica entre homens e animais: faz do homem objeto para as "humanidades"

O espírito (ou a mente) é o grande diferenciador. Ele nos coloca acima dos animais e da matéria em geral, ele distingue culturas, faz cada pessoa única frente a seus iguais...


Continuidade física entre homens e animais: faz do homem (também) um objeto para as ciências naturais.

O corpo, em contraste, é o maior integrador: ele nos conecta ao resto dos seres vivos, unindo por um substrato universal (DNA, química do carbono) que, por sua vez, nos vincula com a natureza essencial dos 'corpos materiais'.





Pespectiva "Ameríndia":

postula uma continuidade metafísica e uma descontinuidade física entre os seres do cosmos...

Uma Cultura/ Várias naturezas

Continuidade metafísica entre os seres do cosmos: resulta no animismo

O espírito (ou alma) é o integrador; não é uma substância imaterial mas uma forma reflexiva.


Descontinuidade metafísica entre os seres do cosmos: resulta no perspectivismo

O corpo é o diferenciador; não é um organismo material mas um sistema de afetos ativos...


... Resumo pessoal do estudo de conceitos e parâmetros da obra do antropólogo brasileiro Eduardo Viveiros de Castro...
Caso haja interesse, vale a pena checar, ler e fuçar nos artigos e textos vinculados ao wiki de "A Onça e a Diferença" (Projeto AmaZone)...

...

-- Foi gol?
-- Não! Escanteio!

...

sábado, 27 de junho de 2009

sábado, 20 de junho de 2009

"De onde viemos? Quem somos? Para onde vamos?"


Paul Gauguin - 1897
tela de 4 metros no Museu de Belas-Artes de Boston (EUA)

domingo, 14 de junho de 2009

Animais dos Espelhos

Em um dos volumes das Cartas Edificantes e Curiosas que aparecem em Paris durante a primeira metade do século XVIII, o padre Zallinger, da Companhia de Jesus, planejou um estudo das ilusões e erros do povo de Cantão; em um censo preliminar anotou que o peixe era um ser fugitivo e resplandecente que ninguém havia tocado, mas que muitos alegavam ter visto no fundo dos espelhos. O padre Zallinger morreu em 1736 e o trabalho iniciado por sua pena ficou inacabado; cento e cinqüenta anos depois, Herbert Allen Giles assumiu a tarefa interrompida.

Segundo Giles, a crença no peixe é parte de um mito mais amplo, que se refere à época legendária do Imperador Amarelo.

Naquele tempo, o mundo dos espelhos e o mundo dos homens não estavam, como agora, incomunicáveis. Eram, além disso, muito diferentes; não coincidiam nem os seres nem as cores nem as formas. Ambos os reinos, o especular e o humano, viviam em paz; entrava-se e saía-se pelos espelhos. Uma noite, a gente do espelho invadiu a terra. Sua força era grande, porém, ao fim de sangrentas batalhas, as artes mágicas do Imperador Amarelo prevaleceram. Este rechaçou os invasores, encarcerou-os nos espelhos e lhes impôs a tarefa de repetir, como em uma espécie de sonho, todos os atos dos homens. Privou-os de sua força e de sua figura e reduziu-os a meros reflexos servis. Um dia, entretanto, livrar-se-ão dessa mágica letargia.

O primeiro a despertar será o peixe. No fundo do espelho perceberemos uma linha muito tênue e a cor dessa linha não se parecerá com nenhuma outra. Depois, irão despertando as outras formas. Aos poucos diferirão de nós, aos poucos deixarão de nos imitar. Romperão as barreiras de vidro ou de metal e dessa vez não serão vencidas. Junto às criaturas dos espelhos combaterão as criaturas da água.

No Yunnan não se fala do peixe, e sim do tigre do espelho. Outros acreditam que antes da invasão ouviremos do fundo dos espelhos o rumor das armas.


Extraído de "O livro dos seres imaginários de Jorge Luís Borges e Margarita Guerrero. Tradução para o português de Carmen Vera Cirne Lima.

sábado, 13 de junho de 2009

LAABHTEJBARRIZDABNAISNEOFRUZTl




LAABHTEJ BAR RIZDAB NAISINEOF RUZT

TZUR FOENISIAN BADZIR v RAB JETHBAAL

Tiro, Fenícia, Bedezir primogênito de Jethbaal






"Somos filhos de Canaã, de Sidon, a cidade do rei. O comércio nos troxe a esta distante praia, uma terra de montanhas. Sacrificamos um jovem aos Deuses e Deusas exaltados no ano 19 de Hirã, nosso poderoso rei. Embarcamos em Ezion-Geber no mar vermelho, e viajamos com dez navios. Permanecemos no mar juntos por dois anos, em volta da terra pertencente a Ham (África), mas fomos separados por uma tempestade e nos afastamos de nossos companheiros e assim aportamos aqui, 12 homens e 3 mulheres, numa nova praia, que eu, o almirante, controlo. Mas auspiciosamente possam os exaltados deuses e deusas intercederem em nosso favor ". (tradução de Cyrus Gordon)


Alguns linques sobre as controvérsias e evidências em torno do assunto:
Ludwig-Schwennhagen - parte 1
Ludwig-Schwennhagen - parte 2
Ludwig-Schwennhagen - Outra versão




post em processo...

sexta-feira, 12 de junho de 2009

2.

Meu canário amarelo come carne crua
vermelha
e depois mostra os dentes, rosnando
canta grosso o bichinho
tadinho!

1.

Para enfrentar a vida na metrópole
As utopias de bolso
A virtude, o vício
a experiência

VentríLoco

algo faz perceber
neste vasto mundo
o que é que nos faz ser
ventrílocos
vagabundos
reproduzindo a preocupação em ter
razão
atentando às semelhanças
diminuindo as diferenças
comparando
competição
gravitação em torno de crenças
coletiva ilusão
como? quando?
onde e porque
perdemos a poesia?
por causa de quê
permitimos então
que rasgassem nossa fantasia?
o que foi que nos fez
deixar de dizer
de vez
o sim,
esquecer utopias
e repetir
sem crer
o não?

Nos outdoors...


...todas elas olham pra mim
e quanto mais me encaram
sorriem
apontam
quanto mais me chamam
sozinho
tanto mais me sinto assim
sim, aceito
no pacto, me vendo
não me dói mais o peito
não me importa mais nada
Mercadorias me lambem
me fazem
estão sempre lá, pra mim
nelas sei que eu,
Aladim
esfrego lâmpadas de ouro
mil e uma noites
de desejos satisfeitos enfim

CARTOGRAFIAS DAS REDES


VISUAL COMPLEXITY reúne projetos de grupos, corporações, coletivos, artistas e pesquisadores, que buscam representações visuais do mundo a partir do mapeamento de REDES: fluxos, transportes, dados, comunicações, internet, ou utilizam dados relativos às redes para criar imagens esteticamente muito interessantes...


Air Lines, poe exemplo, é um projeto artístico que mostra as rotas aéreas mundias. Cada vôo marcado num dia indicado é representado por uma linha fina de seu ponto de origem até seu ponto de destino. Assim, forma-se uma teia de milhares de linhas. "Hubs" como JFK, FRA or DXB tornam pretas (ou brancas) pontos onde as linhas confluem, assim como os lugares apenas dedicados a serviços locais são quase apenas uma "sugestão"...

Abaixo, um recorte da costa leste dos EUA e seus vôos trasnoceânicos...


"Exilado sim, preso não!"


Trabalho solo do Dexter...


Quem vai interferir, diz pra mim, quem que vai?




...com participação do GOG em Salve-se quem puder"...
É preciso ter cérebro, coordenação motora Pra não cair na armação da maldita gravadora Pra não financiar via Coca-Cola a metralhadora E nem desonrar, África nossa genitora...

...e Mano Brown e Di Função em "Eu Sou Função"
Sou função, pra quem não tá ligado me apresento e as ruas represento Dá licença aqui pra eu chegar nesse balanço É quente negrão a idéia que eu te lanço Estilo original de bombeta branca e vinho Vai, só não vai pra grupo com neguinho Ando gingando com os braços pra trás Só falo na gíria e pros bico é demais Sô forgado afronto os gambé, sô polêmico Na favela o meu diploma acadêmico De tênis all star, de cabelo black Meu beck, a caixa e o bumbo e o clap Cresci ali envolvidão com a função Na sola do pé bate o meu coração Esse som é do bom, dá uns dois e viaja Nós somos negros não importa o que haja O ritmo é nosso trazido de lá Das ruas de terra sem luzes e pá O fascínio não morre ele só começou Das festa de preto que os boy não colô Sô o que sô vivo aquilo que falo Meu rap é do gueto e não é pros embalo Vagabundo, se for pra somar chega aí Paguei pra entrar e nunca mais vou sair Então vem que vem, dinheiro eu quero Uma linda mulher e um belo castelo Eu sô raiz mas cadê você A função e o funk jamais vão morrer... [Dexter] Muito amor, muito amor, pelo som pela cor A herança ta no sangue louvado seja meu senhor Que me quis descendente de raiz Preto função sou sim, sou feliz Favelado legítimo escravo do rítmo Dos becos e vielas eu sô amigo íntimo Dexter o filho da música negra Exilado sim, preso não com certeza O rap me ensinou a ser quem eu sô E honra minha raça pelo preço que for Dos vida loka da história eu sô um a mais Que te faz ver a paz como sôro eficaz No gueto jaz, o inofensivo morreu Pela magia do funk renasceu o plebeu Aí fudeu, o monstro cresceu se criô ô Agora já era é lamentável doutor A guerra já não é tão mais fria assim Sô pelos função e a função é por mim Até o fim, "plim", nossa luz contagia Assim como o sol, que clareia o dia E aquece o pivete que dorme na rua Que passou a madrugada em claro a luz da lua Se situa, que o que ofereço é muito bom Força e poder dom através do som Negô, vem com nóis mais vem de coração Por paixão, por amor não pela emoção firmão Pra ser função tem que ser original Apresentando e tal mais um irmão leal [Mano Brown] Ser vida loka aqui está então pode saber Deixa as dama aproximar jão opa tamo aê Na arena mil juras de amor ao criador que nos guia Antes de nada mais para nóis muito bom dia Salve! só chegar meu irmão lêlê Por que não monstro? viva negro Dexter De vinte em vinte eu paguei duzentas flexão caçando jeito de burlar a lei da minha depressão Menino bom mas, pobre, feio, fraco, infeliz, só Se sentindo o pior vários monstro ao meu redor Com tambor de gás fiz mais cinqueta em jejum Ódio do mundo eu via em tudo o filme do Platoon No café o açúcar com limão no abacate Puta eu olhei a blusa suja de colgate Se ser preto é assim ir pra escola pra quê? Se o meu instinto é ruim e eu não consigo aprender Esfregando calças velhas fiz a lista do tanque Era um barraco sim, mas meu castelo era funk Folha seca num vendaval, um inútil É morrer aos pouco eu me senti assim, tio Eis que um belo dia alguém mostrou pra mim Uma reunião tribal, James Brown e All Green , uau "sex Machine" O orgulho brotou, poder para o povo preto, que estale os tambor Veio as camisas de ciclistas, calça lee, fivelão Tênis farol white uou uou uou ladrão Há seis mil anos até pra plantar Os pretos dança todo mundo igual sem errar Agradencendo aos céus pelas chuvas que cai Santo deus me fez funk, obrigado meu pai Nem por isso eu num... vou jogar filé mignon pras piranha O pierrô enquanto os playboy fuma maconha Não vejo nada, não vejo fita dominada Eu vejo os pretos sempre triste nos canto do mundão Então morô jão, um dois um dois drão Aham aham, alma, mente sã, corpo são Dexter tem que estar, com fé no senhor Tem que orar, tem que brigar, tem que lutar nego Ah meu bom juiz abra seu coração Se ouvir o que esse rap diz ia sentir o perdão Meu argumento é pobre, mas a missão nobre Mestrão irá saber reconhecer o homem bom Deixo aqui desde já, promessa de voltar É só querer,é só chamar que eu estarei lá Eis o doce veneno vivendo e vivão Um dia por vez, sem pressa, fui nessa negrão Sô função


... Tem rap nacional que vale muito à pena pela levada, pelo balanço e pela mensagem...
acidente de rotina


o motor de arranque
apressa
a embreagem da dúvida
dispersa
a escolha das pistas
da indecisão

sem rumo,
de um a cem,
em só um momento
o erro arriscado
da contra-mão


direção de mão única
linha do tempo
falta óleo na prática
graxa no pensamento
pisca-alerta ligado
apreensão

a fissura do combustível
fervendo
placa de identidade
escurecendo
o farol já queimado
prejudica a visão.


pára-brisas travado

anseio no quebra-vento
retrovisor sem passado
visor embaçado
porta-malas lotado

buzina emperrada

psico-confusão

desengate das marchas
um breque nas atitudes drásticas
cinto de segurança folgado
velocímetro no talo
neurocarburação


perigo, pneu careca
sim, "nóis capota,
mais num breca"
volante enguiçado
resultado
capô amassado


no pedágio deixou dívida
embriagado,
dirige a vida
turboinspiração
repetida


completamente atrasado,
atropelou
acelerou
acidente de rotina



O Iluminado (1980)



Obra prima de Kubrick. Simetria, suspense, ritmo, continuidade, narrativa, riqueza de elementos e emoção... Filme obrigatório...
Vale ler o artigo do crítico literário e filósofo Fredric Jameson sobre o filme. versão em inglês aqui. Versão em português no livro "As marcas do visível", que também contém outros artigos interessantíssimos sobre o cinema no período histórico analisado na maior parte da obra do Jameson, o chamado "pós-modernismo"...

Voltando ao filme...
seta3.gif (99 bytes) Ficha Técnica
Título Original: The Shining
Gênero: Terror
Tempo de Duração: 144 minutos
Ano de Lançamento (EUA):
1980
Estúdio: Warner Bros.
Distribuição: Warner Bros.
Direção: Stanley Kubrick
Roteiro: Diane Johnson e Stanley Kubrick, baseado em livro de Stephen King
Produção: Robert Fryer e Stanley Kubrick
Música: Wendy Carlos e Rchel Elkind
Direção de Fotografia: John Alcott
Desenho de Produção: Roy Walker
Direção de Arte: Leslie Tomkins
Figurino: Milena Canonero
Edição: Ray Lovejoy


seta3.gif (99 bytes) Elenco
Jack Nicholson (Jack Torrance)
Shelley Duvall (Winifred "Wendy" Torrance)
Danny Lloyd (Danny Torrance)
Scatman Crothers (Dick Hallorann)
Barry Nelson (Stuart Ullman)
Philip Stone (Delbert Grady)
Joe Turkel (Lloyd)
Anne Jackson (Doutora)
Tony Burton (Larry Durkin)
Barry Dennen (Bill Watson)


Reparem também na qualidade da trilha sonora...







Vale assistir e pesquisar mais sobre o filme... (coisa que não me canso de fazer...)

em tudo...

transe barulho
poesia em tudo
silêncio susto

espaços dias (noites)
outras sensações
ego ou estômago

um hai kai em ponto morto

um devaneio
desce na banguela
sempre sem freio


aspas...

"Quando os ferros retorcidos
do nosso aleijo educacional
entram em contato com o concreto
da metrópole atual
eles podem se converter
em um profundo e frio processo
de individualismo e exclusão
Vocês não vão me pegar.
Lembrem-se:
imaginar não dá dor de cabeça."





PREDADOR

O Predador, de 1987, é um dos melhores filmes de ação/suspense. Classiquíssimo. Muito louco como cada filme tem várias "curiosidades" nos pré/pós/durante. Dá pra tirar várias reflexões até em um filme que não faz parte dos cursos cabeças que têm "cinema" em seu subtítulo...

Olhem o exemplo de O Predador, indicado ao Oscar de Melhores Efeitos Especiais em 1988...





Título Original: Predator
Gênero: Ficção Científica
Tempo de Duração: 106 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1987
Estúdio: 20th Century Fox / Amercent Films / American Entertainment Partners L.P.
Distribuição: 20th Century Fox
Direção: John McTiernan
Roteiro: Jim Thomas e John Thomas
Produção: John Davis, Lawrence Gordon e Joel Silver
Música: Alan Silvestri
Direção de Fotografia: Donald McAlpine

Desenho de Produção: John Vallone
Direção de Arte: John Reinhardt, Frank Richwood e Jorge Sáenz
Figurino: Marilyn Vance
Edição: Mark Helfrich e John F. Link
Efeitos Especiais: R/Greenberg Associates, Inc. / Stan Winston Studio / Dream Quest Images / Howard Anderson Company




Elenco
Arnold Schwarzenegger (Major Alan "Dutch" Schaefer)
Carl Weathers (Dillon)
Elpidia Carrillo (Anna)
Bill Duke (Sargento Mac Eliot)
Jesse Ventura (Blain)
Sonny Landham (Billy Sole)
Richard Chaves (Poncho Ramirez)
R.G. Armstrong (General Phillips)
Shane Black (Hawkins)
Kevin Peter Hall (Predador)




A melhor atuação do filme fica com a floresta. As locações do filme em Puerto Vallarta, México, viraram atração turística na região. A enorme choupana, que no filme serve como alojamento dos guerrilheiros, foi mantida e no local, hoje, há um restaurante. Interessante o modo como a floresta é encarada como uma ambiente inóspito, "de guerra", e aqueles latinos-índios que vivem nela são os "diferentes"... E como o "monstro", que é o antagonista no filme, aparece como se fosse a própria floresta, camuflado nela, escondido por ela...

Outra coisa interessante do filme é que nele atuaram dois atores que posteriormente seriam governadores de estados dos Estados Unidos e um outro que foi apenas candidato: Schwarzenegger, pela Califórnia, cuja história é mais conhecida (mas vale a pesquisa)... Jesse Ventura, que já foi governador por Minesotta, além de Sonny Landham, que foi candidato ao governo do Kentucky.


Vale a pena dar uma olhada na biografia desses três caras. Juntos, além de terem passado pela "horripilante" floresta na América Central sendo caçados pelo camarada Predador, eles já vivenciaram o alterofilismo, wrestling, guerra do Vietnã, escândalos e projetos políticos significativos, atuação em filmes pornô, descendência indígena, entre outras coisas....

A segunda melhor atuação é a de Kevin Peter Hall, que faz justamente o "Predador" (e também o piloto do helicóptero) e que também fez o pé grande Harry... . Foi pesquisando sobre o filme que encontrei uma página sobre atores gigantes do cinema. Dá uma olhada! Não sei se ela está completa, vale uma pesquisa sobre os atores/personagens gigantes (sem contar com efeitos especiais)...






Olha só o tamanho do cara perto do Schwarzenegger...






De acordo com o diretor John McTiernan, a aparição do Predador nas selvas do filme seriam feitas pelo ator Jean-Claude Van Damme, que faria suas cenas em uma tela azul, com elas sendo posteriormente inseridas no filme através de efeitos especiais. Porém, após dois dias de trabalho, Van Damme desistiu do serviço porque seu nome não apareceria nos créditos de Predador. A atuação dele é boa... já que dizem que as primeiras cenas em que aparece o Predador, é ele que está no papel... Van Damme é ótimo ator quando aparece fantasiado, lutando e sem falar...

Uma outra cena clássica que merece destaque é a do ator Bill Duke fazendo a barba com um facão enquanto faz a vigília tentando achar o Predador...